A galeria escolhida na visita ao Inhotim foi a da artista Lygia Pape. Após analisar a obra, seu prédio e a relação entre ambos, o grupo se reuniu para discutir o que foi observado.
A primeira impressão que nos foi causada, devido ao prédio e ao seu contexto no Inhotim, foi de que este parecia um túmulo sendo encontrado em um local inabitado. Possui formas geométricas, construído com concreto, buscava representar a forma de origamis. A entrada deste também é de certa forma problemática, já que fica no nível mais baixo da área em que foi construída, camuflada entre diversos tipos de plantas. Após adentrar, houve um grande choque entre a iluminação externa, natural, e a interna, artificial e baixa. Há a perda de percepção visual, pois o ambiente é muito escuro e o espectador é guiado por fracas luzes nas paredes para se guiar ao centro do prédio, onde se localiza a obra.
O prédio possui alguns problemas em sua elaboração. O primeiro deles, esteticamente, já que não cumpre o proprósito de leveza que lhe foi imposto. O segundo problema vem quando, entrando no primeiro corredor, tem-se a opção de virar à esquerda para visitar a obra ou continuar até o fim do corredor. Entretanto, ao final deste corredor, há apenas uma porta para serviços de limpeza locais, o que não deveria estar ao fácil acesso do visitante, criando a confusão entre onde deve e onde não deve se seguir.
Outro ponto a ser observado é a relação entre a obra e o prédio. A obra possui leveza, fineza, angulação controladas, jogo de luz e ambientação para sua vislumbração, o que não acontece com o prédio, que é a grande problemática da Galeria.
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