quarta-feira, 30 de março de 2016

Documentário: No Vermelho - Cine 104 - 30/03

O espaço CentoeQuatro, localizado na Praça da Estação, recebeu em março tal documentário. “No Vermelho” é o nome do novo filme do cineasta mineiro Marcelo Reis. Terceiro título de uma filmografia recheada de questionamentos sociais, o recente longa não foge à regra e busca trazer a perspectiva dos trabalhadores que, driblando a invisibilidade, fazem do semáforo seu escritório.

Na obra, um pouco da grande diversidade que esse universo comporta: vendedor de frutas, balas, lavador de para-brisa, cantor e artistas malabares. De acordo com o diretor, personagens que têm em comum o fato de que foram escolhidos por instinto e a luta em busca de atenção. E é “no vermelho” que surge a única oportunidade de se fazerem notados. O filme é também uma tentativa de mudar a cabeça dos motoristas e mostrar, de alguma forma, o quanto as pessoas que vivem da rua são estigmatizadas.



Documentário: No Vermelho - Cine 104 - 30/03

O espaço CentoeQuatro, localizado na Praça da Estação, recebeu em março tal documentário. “No Vermelho” é o nome do novo filme do cineasta mineiro Marcelo Reis. Terceiro título de uma filmografia recheada de questionamentos sociais, o recente longa não foge à regra e busca trazer a perspectiva dos trabalhadores que, driblando a invisibilidade, fazem do semáforo seu escritório.

Na obra, um pouco da grande diversidade que esse universo comporta: vendedor de frutas, balas, lavador de para-brisa, cantor e artistas malabares. De acordo com o diretor, personagens que têm em comum o fato de que foram escolhidos por instinto e a luta em busca de atenção. E é “no vermelho” que surge a única oportunidade de se fazerem notados. O filme é também uma tentativa de mudar a cabeça dos motoristas e mostrar, de alguma forma, o quanto as pessoas que vivem da rua são estigmatizadas.



Relação programática entre objetos (faca)

   Para a aula do dia 17/03, foi pedido que levássemos um objeto que nos representasse, que dissesse algo sobre nós mesmos. A minha escolha foi uma faca, que aconteceu de maneira finalística: fazendo uma comparação, assim como eu, esta possui diversas finalidades, pode ser útil de diversas maneiras - tudo depende de como será utilizada. Porém, também dependendo da forma como é utilizada, a faca pode causar danos e machucados em seu usuário. A relação apresentada pode ser dita finalística porque diz respeito sobre a utilidade do objeto, de sua subjetividade. Todos estão acostumados com a utilização da faca para cortar, rasgar, furar, principalmente na cozinha.
   A ligação entre outros objetos foi feita com a bolinha de ping pong e com a pedra. A análise relacionava a instabilidade e imprevisibilidade da bolinha com tais características presentes da minha personalidade. A pedra dizia respeito da possibilidade de ferir, pelo grau de dureza. Além dessas, foram ligadas por outras pessoas um cabo USB e um caderno com folhas em branco.
   Partindo da programática, a ligação entre a faca e o caderno pode ser feita se usarmos a faca fincada numa superfície vertical, como a parede, e apoiar o caderno de diferentes formas - na horizontal como apoio, com a faca entre as folhas de modo a demarcar tal página ou até com a faca passando no meio de todas as páginas, expondo o livro de maneira quase definitiva.

segunda-feira, 21 de março de 2016

O Modernismo, Le Corbusier, Conjunto Moderno da Pampulha e suas relações


   O movimento modernista iniciou seus pensamentos após a Primeira Guerra Mundial, onde ficou evidente que o humanismo aristocrático e o individualismo teriam que cair por terra. Somou-se a isso, ainda, a emergência de novas ideologias como o comunismo, o nazi-fascismo e a democracia ocupando grande espaço na sociedade. O resultado: rompimento da continuidade cultural que se estendia por séculos - a arte moderna repudiou seu passado. Para suprir tal demanda os artistas modernistas introduziram em suas obras figuras deformadas, cores vivas e formas que seriam antes inaceitáveis. Tal movimento foi aderido no campo da literatura, artes plásticas e arquitetura de diferentes formas, porém sempre mantendo o rompimento com o clássico. No Brasil, seu início se deu a partir da Semana de Arte Moderna em 1922 realizada em São Paulo e foi um marco na história da arte brasileira. Seus organizadores declararam total rompimento com as correntes artísticas tradicionalistas anteriores e apresentaram obras que chocaram o público.
   Na arquitetura, os edifícios passaram a desfrutar de maior liberdade formal e leveza em sua composição, desde seus materiais até suas curvas. O ideólogo do modernismo brasileiro foi Lúcio Costa, enquanto Le Corbusier foi o arquiteto modernista estrangeiro mais influente no território nacional.
   Le Corbusier ficou conhecido por, entre tantos feitos, criar os 5 Princípios da Nova Arquitetura ou Arquitetura Moderna. Tais pontos são:
  1. Planta Livre de Estrutura: através de uma estrutura independente, permite a livre locação das paredes, já que estas não mais precisam exercer a função estrutural.
  2. Fachada Livre de Estrutura: assim como a Planta Livre, resulta da independência da estrutura. Assim, a fachada pode ser projetada sem impedimentos.
  3. Pilotis: sistema de pilares que elevam o prédio do chão, permitindo o trânsito por debaixo do mesmo.
  4. Terraço Jardim: transfere o solo ocupado pelo edifício para cima na forma de um jardim, podendo, assim recuperá-lo.
  5. Janelas em Fita: possibilitadas pela fachada livre, permitem uma relação desimpedida com a paisagem.


   Em Belo Horizonte, tem-se o Conjunto Moderno da Pampulha como marco íntegro e vivo da arquitetura moderna brasileira. Criado pela prefeitura de Juscelino Kubitscheck ao idealizar um lago artificial para a prática de esportes náuticos foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, compreendendo o Iate Tennis Clube, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco de Assis. 

  Referências bibliográficas:

O Movimento Modernista - História por Voltaire Schilling.
Disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2005/11/17/001.htm

Modernismo na Arquitetura - Arquitetura Para Todos.
Disponível em: http://arquiteturaparatodos.org.br/modernismo-na-arquitetura/

Modernismo no Brasil - Enciclopédia Itaú Cultural.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo359/modernismo-no-brasil

Os cinco pontos da Nova Arquitetura - Villa Savoye.
Disponível em: http://villasavoyeblog.tumblr.com/post/626568270/os-cinco-pontos-da-nova-arquitetura

Conjunto Moderno da Pampulha - Belo Horizonte.
Disponível em: http://belohorizonte.mg.gov.br/atrativos/roteiros/conjunto-moderno-da-pampulha

domingo, 13 de março de 2016

Vestuário x Arquitetura

   Em um primeiro momento, analisar a diferença entre o vestuário e a arquitetura me pareceu ridiculamente óbvio. "A roupa, você veste. A arquitetura, você habita". Mas, pensando afundo na diferença das palavras vestir e habitar, a dificuldade para encontrar a diferença  está na fusão de seus significados. Uma roupa pode ser habitada bem como uma casa pode ser vestida.
   A arquitetura constrói lugares que protejam de ambientes hostis. O vestuário protege de climas extremos. Ambos podem ser (ou não ser) confortáveis. Ambos podem trazer segurança psicológica e emocional. Ambos cumprem função estética. Ambos podem ou não durar a vida inteira. Ambos são formas de arte e podem se tornar patrimônios memoráveis para a humanidade.

   Entretanto, uma vestimenta não cumpre a função de acolher várias pessoas de uma vez, de tornar o ambiente um lugar agradável para todas. A convivência humana é algo que a arquitetura tem a opção de acolher, enquanto o vestuário abriga somente uma pessoa e sua individualidade. O que, no fundo, é o que torna a vida em sociedade agradável. Pode-se dizer, então, que a maior diferença entre os dois é a questão social de convívio.

Parágrafo comentário sobre "Animação Cultural" de Vilém Flusser

   Durante anos, séculos, milênios o ser humano usou e abusou da manipulação de materiais para criar objetos e ferramentas a fim de tornar sua vida mais prática, segura e funcional. Porém somente com a Declaração citada no texto pela mesa redonda, a importância e a dependência dos humanos para com os objetos foram discutidas e questionadas. De fato, nada seriam os humanos sem tais utensílios. Sem seus copos para tomarem água, sem suas roupas para se aquecerem, sem suas camas para dormirem, sem os equipamentos eletrônicos para se comunicarem , trabalharem, se divertirem, criarem, etc. São reféns de suas criações. Toda a história da humanidade pode ser comparada a partir dos objetos se considerarmos que estes são produtos do terreno estudado pelas ciências culturais. Dessa forma, os Direitos Objetivos passaram a ser indispensáveis para explicitar tal relação e interdependência.

   Um dos parágrafos com os quais mais tive afinidade dizia que os seres humanos são dependentes dos objetos e que, sem estes, estariam perdidos. Já não sabem mais viver sem tal ajuda, principalmente a de máquinas e hardwares. É praticamente impossível imaginar qualquer sociedade humana desvinculada de suas criações pois sem elas não há evolução cultural, tecnológica ou cultural.

   Em contrapartida, o texto que mais se opôs às minhas idéias afirmava que a humanidade havia criado todos os objetos e, por isso, não poderia ser refém destes; que a humanidade era superior à todas as coisas já criadas e que os objetos nunca passariam de objetos. Isso foi dito sem pensar, porém, que o conhecimento científico, que o avanço tecnológico, que a qualidade de vida que se tem atualmente é devido aos objetos e ferramentas que nós criamos.

   Balanceando, então, as idéias e as contra ideias apresentadas, pode-se ver que os objetos são quase indispensáveis para a vida humana e que, sem eles, não existiriam faculdades, casas, instrumentos de agricultura, equipamentos de comunicação, roupas para nós protegerem e abrigarem, etc. A evolução humana acompanhou a evolução da criação dos objetos (e/ou vice versa) e, mais cedo ou mais tarde, tais criações aconteceriam. É intrínseco ao ser humano criar o que lhe falta por natureza, para sobreviver e viver da melhor forma possível.